Skip to main content
id da página: 1124 Coomaraswamy – Figuras da Linguagem – Sintoma, Diagnóstico e Regime Ananda Coomaraswamy Ananda Coomaraswamy »  Coomaraswamy Arte Rama Coomaraswamy

Coomaraswamy Sintoma

  • Sintoma, Diagnóstico e Regime
    • A caracterização do mundo contemporâneo pelo caos, desordem, incerteza, sentimentalismo e desespero.
    • O abalo da fé confortável no progresso e a dúvida sobre a possibilidade de o homem viver apenas de pão.
    • A definição do mundo atual como um mundo de "realidade empobrecida", onde se vive como se a vida fosse um fim em si mesma e não tivesse significado.
    • A responsabilidade de artistas, estudantes de arte e curadores de museus como parte integrante e parcialmente responsável por este mundo.
    • O ponto de vista predominante sobre a arte como um sintoma da doença do mundo, fornecendo uma base para o diagnóstico.
    • A descrição das anormalidades sintomáticas na perspectiva acadêmica, incluindo a assunção da arte como um comportamento essencialmente estético, sensacional e emocional.
    • A concepção da arte como uma paixão sofrida, em vez de um ato realizado.
    • O interesse dominante pelo estilo e a indiferença pela verdade e significado das obras de arte.
    • A importância atribuída à personalidade do artista.
    • A noção de que o artista é um tipo especial de homem, em vez de que todo homem é um tipo especial de artista.
    • A distinção estabelecida entre arte belas e arte aplicada.
    • A ideia de que a natureza à qual a arte deve ser fiel não é a Natureza Criadora, mas o nosso próprio ambiente imediato, e mais especialmente, nós mesmos.
    • O uso incorreto de termos como "forma", "ornamento", "inspiração" e até "arte" dentro e fora das salas de aula.
    • A incapacidade de penetrar as artes do povo e do homem primitivo devido às preocupações naturalistas e ao preconceito histórico.
    • A admiração pelos designs das artes primitivas e folclóricas, ignorando os seus significados devido à abordagem empírica perante os termos abstratos do mito.
    • A "emancipação" dos artistas modernos de qualquer obrigação para com as verdades eternas.
    • O abandono, por parte dos artistas, da satisfação das necessidades presentes aos comerciantes.
    • A caracterização da arte abstrata moderna não como uma iconografia de formas transcendentais, mas como a imagem realista de uma mentalidade desintegrada.
    • A qualificação do tão decantado padrão de vida como qualitativamente pobre.
    • A destruição dos fundamentos vocacionais e artísticos das culturas tradicionais como o sintoma e evidência mais significativa da nossa doença.
    • A consideração destes sintomas como anormais quando vistos na sua perspectiva histórica e mundial.
    • A oposição detalhada das assunções da cultura moderna às de outras culturas, incluindo aquelas cujas obras mais admiramos.
    • A anomalia de admirar a construção românica e, ao mesmo tempo, desprezar a mente da "Idade das Trevas".
    • A possibilidade de a falha residir na nossa mentalidade, que produz "drenagem sem arquitetura".
    • O diagnóstico da doença profunda como sendo primariamente a ignorância, não dos factos, mas dos princípios aos quais todas as operações podem e devem ser reduzidas para serem compreendidas.
    • A definição da cultura moderna como nominalista, onde nada é "real" se não puder ser agarrado com as mãos ou observado.
    • A formação do artista para observar, não para pensar.
    • A caracterização da cultura moderna por possuir um "rancor desdenhoso da imortalidade".
    • As consequências da ignorância fundamental: egotismo, ganância, irresponsabilidade e a noção de que o trabalho é um mal e a cultura um fruto da ociosidade, erroneamente chamada de "lazer".
    • A distinção grega entre "lazer" (scholé) e "cessação" (pausis), e a confusão moderna entre ambos.
    • A designação acertada dos feriados modernos como "férias" (vacances), ou seja, tempos de vazio.
    • O diagnóstico da nossa doença como uma de esquizofrenia, evidenciada pela separação das questões "Para que serve?" e "O que significa?" sobre uma obra de arte.
    • A divisão consequente entre forma e formato, símbolo e referência, agricultura e cultura.
    • A incapacidade do homem primitivo, cujo trabalho manual exibia um "equilíbrio polar do físico e do metafísico", de fazer estas perguntas separadas.
    • A incompreensão do índio americano sobre o interesse nas suas canções e rituais sem a utilização do seu conteúdo espiritual.
    • A visão de Platão sobre a indignidade das artes que servem apenas as necessidades do corpo para os homens livres e o seu ideal de estado.
    • A necessidade de exigir do artista e do fabricante, que são naturalmente a mesma pessoa, produtos concebidos para servir as necessidades do corpo e da alma ao mesmo tempo.
    • A permanência do artista como um playboy, do fabricante como um fornecedor e do trabalhador como um snob, contentando-se com as migalhas que caem da mesa do rico, até que esta exigência seja feita.
    • A prescrição do regime, exigindo coragem para questionar a validade das distinções entre arte bela e aplicada, e entre artista e artesão.
    • O questionamento da validade do "monstro de crescimento moderno, o estado financeiro-comercial" do qual artistas e professores dependem para o seu sustento.
    • A insistência na responsabilidade dos educadores e curadores pelo ensino da verdade sobre a natureza da arte e a função social do artista.
    • A repudiação da visão da arte como uma experiência estética em qualquer sentido especial.
    • A definição de reações estéticas como meramente a "irritabilidade" do biólogo, partilhada com a ameba.
    • O absurdo de considerar a arte como pertencente às "coisas mais elevadas da vida" enquanto a tornarmos uma mera experiência estética ou falarmos seriamente de uma "contemplação estética desinteressada".
    • A função do artista não como simplesmente agradar, mas apresentar um "deveria-ser-conhecido" de modo a agradar quando visto ou ouvido, e assim expresso para ser convincente.
    • A clarificação de que não é o artista, mas o homem, quem tem o direito e o dever de escolher o tema.
    • A negação da licença do artista para dizer algo que não valha por si mesmo a pena ser dito, por mais eloquentemente que seja expresso.
    • A dependência da sabedoria do artista, como homem, para saber o que vale a pena dizer ou fazer.
    • A definição da arte como um tipo de conhecimento pelo qual sabemos como fazer o nosso trabalho, mas que não nos diz o que precisamos e, portanto, devemos fazer.
    • A necessidade de uma censura da manufatura.
    • A responsabilidade de exercer uma censura coletiva, não apenas das qualidades, mas também dos tipos de manufatura, caso se repudie uma censura por "guardiões".
    • A obrigação de uma mudança radical no método de interpretação da linguagem da arte.
    • O reconhecimento da arte como um meio de comunicação por sinais ou símbolos.
    • A crítica aos métodos atuais de análise como interpretações dos sinais no seu sentido invertido, ou seja, como expressões psicológicas.
    • A rejeição da ideia de que o artista não tem nada melhor para fazer do que fazer uma exibição de si mesmo ao seu próximo ou do seu próximo a si mesmo.
    • O interesse pelas personalidades como restrito aos seus proprietários ou a um círculo estreito de amigos.
    • A defesa de que se deve ouvir não a voz do artista, mas a voz do monumento, a demonstração de um "quod erat demonstrandum".
    • A crítica ao historiador de arte como menos um homem completo do que o antropólogo, por ser frequentemente indiferente aos temas.
    • A busca do antropólogo por algo que não está na obra de arte como se estivesse num lugar, nem no artista como uma propriedade privada, mas para o qual a obra de arte aponta.
    • A concepção dos sinais que constituem a linguagem de uma arte significativa como plenos de significados: primeiro, injuntivos, movendo-nos a fazer isto ou aquilo; segundo, especulativos, referindo a atividade ao seu princípio.
    • A consideração de esperar menos do artista como construir-lhe uma torre de marfim.
    • A inadequação da torre de marfim em tempos de stress, tornando-se um luxo que não se pode mais permitir.
    • O risco de o artista, desfrutando da sua irresponsabilidade na torre, morrer de negligência, sem lamentações nem celebrações.
    • A condição para a arte afetar novamente a vida de mais do que uma fração infinitesimal da população: o interesse do artista por algo maior do que si mesmo ou a sua arte, e a exigência do patrono por produtos bem e verdadeiramente feitos para o bom uso do homem integral.
    • A impossibilidade de restaurar a arte à sua posição legítima como princípio de ordem que rege a produção de utilidades sem uma mudança de mentalidade por parte do artista e do consumidor.
    • A necessidade de uma reorganização da sociedade com base na vocação, a forma na qual, como disse Platão, "mais será feito, e melhor feito, e mais facilmente do que de qualquer outra maneira".