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id da página: 1680 Elaine Pagels – Paulo Gnóstico aos Coríntios (1) Paulo

Pagels Paulo 1 Corintios


PAGELS, Elaine H. The gnostic Paul: gnostic exegesis of the Pauline letters. Philadelphia: Trinity Press International, 1992

  • Saudação Paulina e Identificação dos Destinatários (1 Coríntios 1:1-3)

    • Reconhecimento de Paulo como apóstolo por vontade divina.
    • Destinação da carta à igreja de Deus em Corinto.
    • Distinção entre os santificados em Cristo Jesus e os chamados para serem santos.
    • Extensão da graça e paz de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo a todos os que invocam o nome do Senhor.
  • Ação de Graças pela Riqueza Espiritual da Comunidade (1 Coríntios 1:4-9)

    • Gratidão de Paulo pela graça divina concedida aos coríntios em Cristo Jesus.
    • Menção ao enriquecimento em toda a palavra e todo o conhecimento.
    • Afirmação de que a comunidade não falta em nenhum dom espiritual.
    • Garantia da fidelidade divina na perseverança até o fim, para serem irrepreensíveis no Dia do Senhor.
    • Chamado à comunhão de Seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor.
  • Exortação à Unidade e Condenação das Divisões (1 Coríntios 1:10-12)

    • Apelo à unanimidade de confissão e à ausência de dissensões.
    • Necessidade de perfeita união no mesmo modo de pensar e no mesmo parecer.
    • Relato das contendas existentes na comunidade.
    • Identificação dos partidos: de Paulo, de Apolo, de Cefas e de Cristo.
  • O Ministério de Paulo em Contraste com o de Outros (1 Coríntios 1:14-17)

    • Gratidão de Paulo por ter batizado poucos, evitando distorções.
    • Enfatização de sua missão primordial: evangelizar, não batizar.
    • Rejeição da eloquência de sabedoria humana para não esvaziar a cruz de Cristo.
  • A Sabedoria da Cruz e a Insensatez Mundana (1 Coríntios 1:18-20)

    • Contraste entre a loucura da pregação da cruz para os que perecem e o poder de Deus para os que são salvos.
    • Citação profética sobre a destruição da sabedoria dos sábios e a rejeição da inteligência dos inteligentes.
    • Questionamento retórico sobre o paradeiro do sábio, do escriba e do inquiridor deste século.
    • Declaração de que Deus tornou louca a sabedoria deste mundo.
  • A Sabedoria Divina Revelada através da Pregação (1 Coríntios 1:21-24)

    • Incapacidade do mundo de conhecer a Deus pela sua própria sabedoria.
    • Decisão divina de salvar os crentes pela loucura da pregação.
    • Contraste entre a demanda por sinais dos judeus e a busca de sabedoria dos gregos.
    • Proclamação de Cristo crucificado, escândalo para judeus e loucura para gentios, mas poder e sabedoria de Deus para os chamados.
  • A Eleição dos Humildes e a Inversão de Valores (1 Coríntios 1:26-28)

    • Chamado divino majoritariamente dirigido aos não sábios, não poderosos e não nobres segundo a carne.
    • Escolha divina das coisas loucas, fracas, vis e insignificantes do mundo para confundir as sábias e fortes.
    • Utilização do que não é para reduzir a nada o que é.
  • A Base da Glória Exclusiva em Deus (1 Coríntios 1:29-31)

    • Propósito divino de eliminar qualquer base para glória humana perante Deus.
    • Origem dos crentes em Deus, mediante Jesus Cristo.
    • Identificação de Cristo como sabedoria, justiça, santificação e redenção vindas de Deus.
    • Exortação para que quem se gloria, glorie-se no Senhor.
  • A Pregação Adaptada de Paulo aos Coríntios (1 Coríntios 2:1-5)

    • Renúncia de Paulo à superioridade de linguagem ou de sabedoria ao anunciar o mistério de Deus.
    • Decisão de nada saber entre eles, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
    • Manifestação de fraqueza, temor e tremor em sua presença.
    • Demonstração do poder do Espírito, e não de persuasiva sabedoria humana, para que a fé não se apoiasse em sabedoria humana, mas no poder de Deus.
  • A Sabedoria Revelada aos Perfeitos (1 Coríntios 2:6-8)

    • Ensino de sabedoria entre os perfeitos, não a sabedoria deste século ou dos seus poderosos.
    • Proclamação da sabedoria oculta de Deus, predestinada antes dos séculos para a glória dos eleitos.
    • Ignorância desta sabedoria pelos poderosos deste século, que, se a conhecessem, não teriam crucificado o Senhor da glória.
  • As Realidades Inefáveis Preparadas por Deus (1 Coríntios 2:9)

    • Citação das realidades que olho não viu, ouvido não ouviu, nem penetraram no coração do homem, preparadas por Deus para aqueles que O amam.
  • A Revelação pelo Espírito e a Compreensão Espiritual (1 Coríntios 2:10-13)

    • Revelação divina através do Espírito, que tudo perscruta, até as profundezas de Deus.
    • Analogia entre o conhecimento das coisas humanas pelo espírito do homem e o conhecimento das coisas de Deus pelo Espírito de Deus.
    • Recebimento do Espírito que provém de Deus, para compreender os dons gratuitos concedidos por Deus.
    • Comunicação destas coisas não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, combinando coisas espirituais com espirituais.
  • A Incompreensão do Homem Natural e a Discernimento do Espiritual (1 Coríntios 2:14-16)

    • Incapacidade do homem natural para aceitar as coisas do Espírito de Deus, por lhe serem loucura.
    • Impossibilidade de compreendê-las, porque se discernem espiritualmente.
    • Capacidade do homem espiritual para discernir todas as coisas, sendo ele mesmo discernido por ninguém.
    • Questionamento sobre quem conheceu a mente do Senhor para O instruir, e afirmação de que os crentes possuem a mente de Cristo.
  • A Imaturidade Espiritual dos Coríntios (1 Coríntios 3:1-3)

    • Impossibilidade de Paulo falar-lhes como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo.
    • Alimentação com leite, e não com alimento sólido, devido à incapacidade inicial e à persistência da carnalidade.
    • Evidência da carnalidade na existência de inveja e contendas entre eles.
  • A Natureza do Ministério Apostólico e o Crescimento Divino (1 Coríntios 3:4-9)

    • Condenação das divisões partidárias como prova de que agiam como meros homens.
    • Definição de Paulo e Apolo como ministros através dos quais creram, conforme a concessão do Senhor a cada um.
    • Metáfora do plantar e regar, com o crescimento concedido por Deus.
    • Unidade do que planta e do que rega, com cada um recebendo o seu próprio galardão segundo o seu trabalho.
    • Identificação dos apóstolos como cooperadores de Deus e dos crentes como lavoura de Deus.
  • A Construção sobre o Fundamento e o Juízo Divino (1 Coríntios 3:9b-15)

    • Identificação dos crentes como edifício de Deus.
    • Paulo como sábio arquiteto que lançou o fundamento, que é Jesus Cristo, com outros edificando sobre ele.
    • Advertência sobre a qualidade dos materiais utilizados na construção: ouro, prata, pedras preciosas, ou madeira, feno, palha.
    • Revelação da obra de cada um no Dia do Senhor, pelo fogo que a provará.
    • Galardão para a obra que permanecer, e perda para a obra que se queimar, com salvação do próprio obreiro, mas como através do fogo.
  • O Corpo como Templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3:16-17)

    • Advertência sobre a natureza sagrada da comunidade como templo de Deus, onde habita o Espírito Santo.
    • Grave consequência para quem destruir o templo de Deus: destruição por Deus.
  • Advertência contra a Vã Sabedoria Terrena (1 Coríntios 3:18-23)

    • Exortação para que ninguém se engane a si mesmo.
    • Conselho para que o que pensa ser sábio neste século se faça louco para se tornar sábio.
    • Declaração de que a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus.
    • Proibição de glória nos homens, pois tudo pertence aos crentes: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, as coisas presentes e as futuras.
    • Pertencimento dos crentes a Cristo, e de Cristo a Deus.
  • Os Ministros como Despenseiros dos Mistérios de Deus (1 Coríntios 4:1-5)

    • Definição dos apóstolos como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.
    • Requisito primordial para os despenseiros: que sejam encontrados fiéis.
    • Indiferença de Paulo perante o julgamento humano ou o seu próprio juízo.
    • Advertência para não julgar antes do tempo, até que o Senhor venha e ilumine as coisas ocultas das trevas e manifeste os desígnios dos corações.
    • Então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.
  • A Aplicação Figurativa das Coisas para Evitar a Soberba (1 Coríntios 4:6)

    • Transposição figurativa das coisas referentes a Paulo e Apolo para instrução dos coríntios.
    • Objetivo: que aprendam a não ultrapassar o que está escrito, para que ninguém se ensoberbeça a favor de um contra outro.
  • A Origem Divina de Todos os Dons e a Condenação da Vã Glória (1 Coríntios 4:7-8)

    • Questionamento retórico sobre quem distingue ou concede algo que não tenha recebido.
    • Condenação da glória vã, como se não tivessem recebido.
    • Ironia sobre a suposta saciedade, riqueza e reinado sem os apóstolos.
  • O Espetáculo dos Apóstolos e o seu Estado de Humilhação (1 Coríntios 4:9-13)

    • Representação dos apóstolos como os últimos, condenados à morte, espetáculo para o mundo, anjos e homens.
    • Contraste entre a loucura, fraqueza e desonra dos apóstolos e a sabedoria, força e honra dos coríntios.
    • Descrição das privações e sofrimentos físicos dos apóstolos: fome, sede, nudez, pancadas, falta de moradia, trabalho manual.
    • Identificação como escória do mundo e lixo de todos.
  • Exortação Paterna e Anúncio da Vinda de Paulo (1 Coríntios 4:14-21)

    • Esclarecimento do propósito da exortação, não para envergonhar, mas para admoestar como filhos amados.
    • Envio de Timóteo, filho amado e fiel no Senhor, para lembrar os caminhos de Paulo em Cristo.
    • Advertência contra alguns que estão enfunados, como se Paulo não fosse voltar.
    • Promessa de breve volta, se o Senhor quiser, para conhecer não a palavra, mas o poder dos enfunados.
    • Questionamento final sobre o modo da sua vinda: com vara ou com amor e espírito de mansidão.