HANI, Jean. La religion égyptienne dans la pensée de Plutarque. Paris: Les Belles Lettres, 1976
O Método teológico de Plutarco
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A atitude de Plutarco perante o mito e a religião
- A reflexão teológica de Plutarco sobre o mito osiriano como extensão da sua reflexão sobre a religião grega.
- O problema central da justificação da religião tradicional perante mitos e ritos aparentemente estranhos ou repugnantes.
- A tensão entre a exigência de manter a fé tradicional e a recusa em aceitar o que é incompatível com a natureza divina.
- A atitude inicial de Plutarco: nem crença total nem rejeição completa dos mitos.
- A concepção do mito como "recurso narrativo falso que se assemelha a um relato verídico".
- O imperativo de "salvar o mito" pela busca da sua verdade subjacente.
- A fundamentação da busca da verdade no desejo de conhecimento divino.
- A definição do uso filosófico do mito: extrair o que é conveniente e verossímil.
- A afirmação de que o mito osiriano, ao contrário de fábulas inconsistentes, é um reflexo de uma história verdadeira.
- A função da razão em distinguir o verdadeiro do falso nos mitos e ritos.
- A necessidade do raciocínio filosófico como guia para a interpretação das doutrinas e dos ritos.
- A associação do conceito de filosofia ao de iniciação nos mistérios.
- A identificação do verdadeiro devoto de Ísis como aquele que, conhecendo os ritos, busca pela filosofia a verdade neles encerrada.
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A exegese alegórica como método de Plutarco
- A chave do tratamento dos mitos e ritos: a exegese alegórica para desvendar a verdade.
- A posição considerável de Plutarco na história da exegese alegórica.
- A aplicação da metodologia em vários diálogos, com destaque para "Sobre Ísis e Osíris".
- Plutarco como herdeiro de uma longa tradição helênica de exegese alegórica.
- A origem da exegese alegórica na crise entre a filosofia nascente e o pensamento mítico tradicional.
- O desenvolvimento da exegese com os Pré-socráticos, Sofistas, Cínicos e, sobretudo, os Estoicos.
- A continuidade da prática alegórica entre historiadores, Neoplatónicos e Neopitagóricos.
- A recapitulação, em "Sobre Ísis e Osíris", das formas prévias de exegese: física, histórica e mística.
- A opção decisiva de Plutarco pela exegese mística de inspiração platônica.
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A terminologia e o caráter iniciático da exegese de Plutarco
- A preferência terminológica de Plutarco por vocábulos como "enigma" e "enigmático".
- O uso de "ainigma" e "ainittesthai" como assinatura do iniciado.
- A concepção da teologia egípcia como sabedoria de caráter enigmático.
- A relação certa entre a exegese alegórica e os mistérios iniciáticos.
- A prova da utilização da alegoria nos mistérios, segundo as "Questões Convivais".
- A definição, em "Sobre Ísis e Osíris", do verdadeiro Isíaco como aquele que busca pela filosofia a verdade nos ritos.
- A confirmação do caráter iniciático do tratado "Sobre Ísis e Osíris".
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A integração do mito e do rito e o uso da etimologia simbólica
- A característica metodológica de não separar o mito do rito.
- A aplicação da exegese alegórica ao culto e aos objetos rituais.
- O princípio de que as liturgias de iniciação e os ritos simbólicos manifestam o pensamento dos Antigos.
- O apreço por esta atitude como base da ciência das religiões.
- O emprego constante da etimologia simbólica ou alegórica.
- A definição da etimologia simbólica como método que busca um sentido conceptual a partir de homofonias.
- A fundamentação filosófica do método na concepção naturalista da linguagem, partilhada por Heráclito, Estoicos e Platão.
- A universalidade da etimologia simbólica, presente no "nirukta" indiano e na "notarikon" da Cabala.
- A base da etimologia simbólica na concepção analógica e unitária do mundo.
- A justificação do método pelo seu valor simbólico e confirmatório, e não pela exatidão linguística.
- A prática de múltiplas etimologias para um mesmo nome, como no caso de Osíris.
- O paralelismo do método de Plutarco com a prática etimológica simbólica dos sacerdotes egípcios.
- O exemplo da etimologia popular do nome de Ísis, "sê leve", atestada no templo de Dendara.
- A utilidade de compreender a etimologia simbólica para o estudo da exegese teológica do osirismo.