[...] um
ano dos mortais corresponde a um
dia de uma certa ordem de deuses, e um ano destes a um dia de uma hierarquia superior (cfr.
Salmos, 89, 4: «Mil anos são como um dia aos olhos do Senhor») até se chegar aos dias e às noites de
Brahman, que exprimem o curso cíclico da manifestação cósmica (cfr. Mânavadharmaçâstra, I, 64-74). Diz-se no mesmo texto (I, 80) que estes ciclos se repetem como um jogo — lílâ — o que é uma maneira de exprimir a irrelevância e a anti-historicidade da repetição com respeito ao elemento imutável e eterno que aí se manifesta e que permanece sempre igual a si próprio. Depois do que dissemos anteriormente, tem de se considerar como igualmente significativas as designações do ano como «corpo do sol» e do «cavalo sacrifical» (Bthâdaranyaka-upanishad, I, i, I, 8) ou como «testemunha fiel» do «Senhor Vivo, Rei da eternidade» (Sepher Yetsirah, VI). (
Revolta contra o Mundo Moderno)