Quando eu brilho

O coelho, olhando para o alto, disse à coruja, enquanto ingerindo várias folhas de grama, «frequentemente me pergunto porque abres teus olhos quando está escuro e os mantém fechados quando há luz?

«Quando eu brilho», replicou a coruja, «não há nenhuma escuridão, pois a escuridão é somente a ausência de luz, e quando eu te observo perpetuamente comendo o que quer a terra ofereça; quando cesso de brilhar nada que seja pode aparecer.»

«Então nossos mundos devem ser diferentes?» sugerindo o coelho.

«Não há nenhum mundo,» laçou a coruja, com um clique de seu bico, «outro que aquele que aparece quando eu brilho.»

E o que aparece quando o sol brilha?» sugeriu o coelho.

«Sou o sol,» concluiu a coruja; «o que pensas que vês é somente uma reflexão em tua mente-dividida.»

«É assim de fato?» replicou o coelho, mexendo seu nariz duvidosamente. «Então porque você e o sol não brilham ao mesmo tempo?»

«Eu sou o «tempo», adicionou a coruja, «e todo o «tempo» é meu tempo. Além do mais neste «tempo» estou começando a sentir fome.»

«Tá bem, tá bem,» suspirou o coelho — enquanto mergulhava com pressa em sua toca.

Wei Wu Wei Coruja Coelho


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