Prova de Fogo

Assim, a propósito da prova do fogo, refere-se por exemplo que pelo ano de 506, sob o imperador Atanásio, um bispo católico no Oriente propôs a um bispo ariano que por esse meio «se provasse qual das duas fés seria a verdadeira. Tendo-se o ariano recusado a fazê-lo, o ortodoxo, entrado no fogo, saiu dele ileso». Este poder, de resto — segundo o que refere PLÍNIO (VII, 2) — já era próprio dos sacerdotes de Apolo do Sorate: super ambustam ligni struem ambulantes, non aduri tradebantur. Encontra-se também a mesma ideia num plano superior: segundo a antiga ideia irânica, no «fim do mundo» libertar-se-á uma corrente de fogo que todos os homens terão de atravessar: os «justos» distinguir-se-ão pelo facto de não sofrerem qualquer lesão, enquanto os maus serão devorados por ela (Bundahesh, XXX, 18). (Revolta contra o Mundo Moderno)

Permalink: https://philosophia.hyperlogos.info/blogpost487-Prova-de-Fogo