O culto da serpente na Lusitânia

A espiral símbolo de energia espiritual, representada muitas vezes pela serpente), está presente desde o longínquo neolítico. Aliás era já muito antigo o culto da serpente na Lusitânia, como o demonstrou Mendes Correia no seu trabalho sobre A Serpente, Totem da Lusitânia. À Lusitânia se chamou Ophiussa, a Terra da Serpente.


Como escreveu Pinharanda Gomes, a Serpente é o sinal remoto que nos introduz numa das genealogias a divinis do povo lusitano e dos seus valores religiosos. A Serpente apresenta-se como símbolo do conhecimento global — a serpente enrolada, a boca tocando o rabo (Ouroboros), denomina simbolicamente o universo do saber, a unidade do ser. (......) A Serpente indica a gravidade e a esfericidade do universo, o saber da geonomia e o conhecimento dos elementos, patente na simbólica da cruz celta. Vide Patrologia Lusitana , Lello e Irmão, Porto,1983, p.57.

Portugal Razão e Mistério, Antonio Quadros, Introdução ao Portugal Arquétipo, 5 - A Terra da Serpente, Guimarães editores, Lisboa, 1999, p.59.


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