3- Um amor sobrenatural
Nos dois escritores podemos destacar um amor sobrenatural e inacessível. A mulher amada se revela, passo a passo, sob múltiplas e diferentes fisionomias. Nesta revelação encontramos duas faces opostas da mulher amada. Uma angélica outra perversa. Em Nerval, Adriana é representante da doçura, enquanto Aurélia é a infernal. Em Hedayat também, de início, é a jovem angélica e etérea que aparece, depois é o rosto de mulher megera e desonesta que é apresentado. Este amor fica inalcançável nos dois e o personagem-narrador não terá acesso à mulher amada.
(Habibollah Gandomzadeh e Mehrnouche Keyfarokh)