"A pobreza intelectual dos movimentos neo-ióguicos fornece a prova irrefutável de que não há espiritualidade sem ortodoxia. Certamente não é por acaso que todos esses movimentos estão, na prática, aliados contra a inteligência; essa qualidade é substituída por um pensamento fraco e vago em vez de lógico, e 'dinâmico' em vez de contemplativo. Todos esses movimentos se caracterizam pelo desapego que afetam em relação à pura doutrina, cuja incorruptibilidade odeiam; para eles, essa pureza é 'dogmatismo'; não compreendem que a Verdade não nega as formas de fora, mas as transcende de dentro.
A ortodoxia contém e garante valores infinitamente preciosos que o homem jamais poderia extrair de si mesmo" (Schuon: Perspectives spirituelles, p. 151).